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Catechesi Santo Padre
Tra comunità religiose e Chiese particolari non esistono né idee di isolamento e di indipendenza da una parte, né volontà di assorbimento dall'altra. Lo ha detto il Papa ai vescovi della Conferenza episcopale regionale Sul 2 del Brasile, ricevuti in udienza venerdì 5 novembre in occasione della loro visita "ad limina".

Venerados Irmãos no Episcopado,
"O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz em vossa vida de fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo" (Rm 15, 13) a fim de guiar o vosso povo à plenitude da salvação em Cristo. De coração saúdo a todos e cada um de vós, amados Pastores do Regional Sul 2 em Visita ad limina Apostolorum, e agradeço as palavras que me dirigiu o vosso Presidente, Dom Moacyr, fazendo-se intérprete dos sentimentos de comunhão que vos unem ao Sucessor de Pedro. Por isso vos estou grato. Esta casa é também a vossa:  sede bem-vindos! Nela podeis experimentar a universalidade da Igreja de Cristo que se estende até aos extremos confins da terra.


  Por sua vez, cada uma das vossas Igrejas particulares, queridos Bispos, é o generoso ponto de chegada de uma missão universal, o aflorar "aqui e agora" da Igreja universal. Neste caso, a justa relação entre "universal" e "particular" verifica-se não quando o universal retrocede diante do particular, mas quando o particular se abre ao universal e se deixa atrair e valorizar por ele. Na idéia divina, a Igreja é uma só:  o Corpo de Cristo, a Esposa do Cordeiro, a Jerusalém do Alto, esta Cidade definitiva que seria o objetivo mais profundo da criação querida como o lugar onde se realiza a vontade de Deus e a terra se torna céu. Recordo-vos estes princípios, não porque os ignoreis, mas porque nos ajudam a bem situar as pessoas consagradas na Igreja. Com efeito, nesta, a unidade e a pluralidade não só não se opõem mas enriquecem-se reciprocamente na medida em que procuram a edificação do único Corpo de Cristo, a Igreja, por meio do "amor que une a todos na perfeição" (Cl 3, 14).
Porção eleita do Povo de Deus, os consagrados e consagradas lembram hoje "uma planta com muitos ramos, que assenta as suas raízes no Evangelho e produz abundantes frutos em cada estação da Igreja" (Exort. ap. Vita consecrata, 5). Sendo a caridade o primeiro fruto do Espírito (cf. Gl 5, 22) e o maior de todos os carismas (cf. 1 Cor 12, 31), a comunidade religiosa enriquece a Igreja de que é parte viva, antes de tudo com o seu amor:  ama a sua Igreja particular, enriquece-a com seus carismas e abre-a a uma dimensão mais universal. As delicadas relações entre as exigências pastorais da Igreja particular e a especificidade carismática da comunidade religiosa foram tratadas pelo documento Mutuae relationes, do qual está longe tanto a idéia de isolamento e de independência da comunidade religiosa em relação à Igreja particular, como a da sua prática absorção no âmbito da Igreja particular. "Como a comunidade religiosa não pode agir independentemente ou como alternativa ou, menos ainda, contra as diretrizes e a pastoral da Igreja particular, assim a Igreja particular não pode dispor a seu bel-prazer, segundo as suas necessidades, da comunidade religiosa ou de alguns dos seus membros" (Doc. Vida fraterna em comunidade, 60).
Perante a diminuição dos membros em muitos Institutos e o seu envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo, muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens. Bem sabemos, queridos Bispos, que as várias Famílias religiosas desde a vida monástica até às congregações religiosas e sociedades de vida apostólica, desde os institutos seculares até às novas formas de consagração tiveram a sua origem na história, mas a vida consagrada como tal teve origem com o próprio Senhor que escolheu para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente. Por isso a vida consagrada nunca poderá faltar nem morrer na Igreja:  foi querida pelo próprio Jesus como parcela irremovível da sua Igreja. Daqui o apelo ao compromisso geral na pastoral vocacional:  se a vida consagrada é um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também a pastoral que visa promover as vocações à vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos:  Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos.
Entretanto, como afirma o decreto conciliar Perfectae caritatis, "a conveniente renovação dos Institutos depende sobretudo da formação dos membros" (n. 18). Trata-se de uma afirmação fundamental para toda a forma de vida consagrada. A capacidade formativa de um Instituto, quer na sua fase inicial quer nas fases sucessivas, está no centro de todo o processo de renovação. "De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida inteira para permear toda a pessoa (...) e torná-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade. Assim entendida, a formação já não é apenas um tempo pedagógico de preparação para os votos, mas representa um modo teológico de pensar a própria vida consagrada, que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma participação na ação do Pai que, através do Espírito plasma no coração os sentimentos do Filho" (Instr. Recomeçar a partir de Cristo, 15).
Pelo modo que considerardes mais oportuno, venerados Irmãos, fazei chegar às vossas comunidades de consagrados e consagradas, independentemente do serviço claustral ou apostólico que estão desempenhando, a viva gratidão do Papa que de todas e todos se recorda nas suas orações, lembrando em especial os idosos e doentes, quantos atravessam momentos de crise e de solidão, quem sofre e se sente confuso e também os jovens e as jovens que hoje batem à porta das suas Casas e pedem para se entregar a Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho. Agora, invocando o celeste patrocínio de Maria, modelo perfeito de consagração a Cristo, confirmo-vos mais uma vez a minha estima fraterna e concedo-vos, extensiva a todos os fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais, uma propiciadora Bênção Apostólica.

Pubblichiamo di seguito una traduzione in italiano del discorso pronunciato dal Papa.

Venerati Fratelli nell'Episcopato,
"Il Dio della speranza vi riempia, nel credere, di ogni gioia e pace, perché abbondiate nella speranza per la virtù dello Spirito Santo" (Rm 15, 13), al fine di guidare il vostro popolo alla pienezza della salvezza in Cristo. Saluto di cuore tutti e ognuno di voi, amati pastori del regionale Sul 2 in visita ad limina Apostolorum, e ringrazio per le parole che mi ha rivolto il vostro presidente, monsignor Moacyr, che si è fatto interprete dei sentimenti di comunione che vi uniscono al Successore di Pietro. Per tutto ciò vi sono grato. Questa casa è anche la vostra:  siate i benvenuti! In essa potete sperimentare l'universalità della Chiesa di Cristo che si estende fino agli estremi confini della terra.
 A sua volta, ognuna delle vostre Chiese particolari, cari vescovi, è il generoso punto di arrivo di una missione universale, l'affiorare "qui e ora" della Chiesa universale. In questo caso, la giusta relazione fra "universale" e "particolare" si verifica non quando l'universale retrocede di fronte al particolare, ma quando il particolare si apre all'universale e si lascia attrarre e valorizzare da esso. Nell'idea divina, la Chiesa è una sola:  il Corpo di Cristo, la Sposa dell'Agnello, la Gerusalemme celeste, quella Città definitiva che sarebbe l'obiettivo più profondo della creazione, voluta come un luogo dove si realizza la volontà di Dio e la terra diventa cielo. Vi ricordo questi principi, non perché i li ignorate, ma perché ci aiutano a situare bene le persone consacrate nella Chiesa. In effetti, in essa l'unità e la pluralità non solo non si oppongono ma si arricchiscono anche reciprocamente, nella misura in cui ricercano l'edificazione dell'unico Corpo di Cristo, la Chiesa, per mezzo dell'amore "che le unisce in modo perfetto" (Col 3, 14).
Porzione eletta del Popolo di Dio, i consacrati e le consacrate ricordano oggi "una pianta dai molti rami, che affonda le sue radici nel Vangelo e produce frutti copiosi in ogni stagione della Chiesa" (Esortazione apostolica Vita consecrata, n. 5). Essendo la carità il primo frutto dello Spirito (cfr. Gal 5, 22) e il più grande di tutti i carismi (cfr. 1 Cor 12, 31), la comunità religiosa arricchisce la Chiesa, della quale è parte viva, prima di tutto con il suo amore:  ama la sua Chiesa particolare, l'arricchisce con i suoi carismi e l'apre a una dimensione più universale. Le delicate relazioni fra le esigenze pastorali della Chiesa particolare e la specificità carismatica della comunità religiosa sono state trattate dal documento Mutuae relationes, al quale è estranea sia l'idea di isolamento e d'indipendenza della comunità religiosa in rapporto alla Chiesa particolare, sia l'idea del suo pratico assorbimento nell'ambito della Chiesa particolare. "Come la comunità religiosa non può agire indipendentemente o in alternativa o meno ancora contro le direttive e la pastorale della Chiesa particolare, così la Chiesa particolare non può disporre a suo piacimento, secondo le sue necessità, della comunità religiosa o di alcuni suoi membri" (Documento La vita fraterna in comunità, n. 60).
Dinanzi alla diminuzione dei membri in molti istituti e al loro invecchiamento, evidente in alcune parti del mondo, molti si chiedono se la vita consacrata sia ancora oggi una proposta capace di attrarre i giovani e le giovani. Sappiamo bene, cari vescovi, che le varie famiglie religiose, dalla vita monastica alle congregazioni religiose e alle società di vita apostolica, dagli istituti secolari alle nuove forme di consacrazione, hanno avuto la propria origine nella storia, ma la vita consacrata come tale ha avuto origine con il Signore stesso che scelse per sé questa forma di vita verginale, povera e obbediente. Per questo la vita consacrata non potrà mai mancare né morire nella Chiesa:  fu voluta da Gesù stesso come porzione irremovibile della sua Chiesa. Da qui l'appello all'impegno generale nella pastorale vocazionale:  se la vita consacrata è un bene di tutta la Chiesa, qualcosa che interessa tutti, anche la pastorale che mira a promuovere le vocazioni alla vita consacrata deve essere un impegno sentito da tutti:  vescovi, sacerdoti, consacrati e laici.
Pertanto, come afferma il decreto conciliare Perfectae caritatis, "l'aggiornamento degli istituti dipende in massima parte dalla formazione dei loro membri" (n. 18). Si tratta di un'affermazione fondamentale per ogni forma di vita consacrata. La capacità formativa di un istituto, sia nella sua fase iniziale sia nelle fasi successive, è al centro di tutto il processo di rinnovamento. "Se, infatti, la vita consacrata è in se stessa una "progressiva assimilazione dei sentimenti di Cristo", sembra evidente che tale cammino non potrà che durare tutta l'esistenza, per coinvolgere tutta la persona (...) e renderla simile al Figlio che si dona al Padre per l'umanità. Così concepita la formazione non è più solo tempo pedagogico di preparazione ai voti, ma rappresenta un modo teologico di pensare la vita consacrata stessa, che è in sé formazione mai terminata "partecipazione all'azione del Padre che, mediante lo Spirito, plasma nel cuore i sentimenti del Figlio"" (Istruzione Ripartire da Cristo, n. 15).
Nel modo che ritenete più opportuno, venerati fratelli, fate giungere alle vostre comunità di consacrati e di consacrate, indipendentemente dal servizio claustrale o apostolico che stanno svolgendo, la viva gratitudine del Papa che di tutte e di tutti si ricorda nelle sue preghiere, e soprattutto degli anziani e dei malati, di quanti attraversano momenti di crisi e di solitudine, di chi soffre e si sente confuso e anche dei giovani e delle giovani che oggi bussano alla porta delle loro Case e chiedono di potersi dedicare a Gesù Cristo nella radicalità del Vangelo. Ora, invocando la celeste protezione di Maria, modello perfetto di consacrazione a Cristo, vi confermo ancora una volta la mia stima fraterna e vi imparto una propiziatoria Benedizione Apostolica, che estendo a tutti i fedeli affidati alla vostra sollecitudine pastorale.


(©L'Osservatore Romano - 6 novembre 2010)